Após o comentário à crítica efusiva de um amigo inoportuno e ausente, com as suas conclusões até então inadmissíveis, fiz valer um poema, autêntico patuá guardado em minha memória. Acho que a vida deve ser assim: o tempo presente, com todas as frustrações, segundos de enlevo espiritual, plenitude. Não esperar que os outros entendam a dimensão de nossas desilusões, arrependimentos, querelas. Entender que ninguém poderá encontrar a medida do que ocorre em nosso mundo pessoal, subjetivo. Aceitar que não existe tecnologia que permita a transferência das emoções com lisura, correta intensidade.
Talvez por isso tantas pessoas lúcidas tenham seus arroubos de cólera expressos em palavras ora ofensivas, ora carregadas de confusão mental – uma verdadeira catarse, libertação moral e emotiva de tudo o que ficou latente em prol da boa educação que deve nortear cada gesto nesse conturbado mundo de loucos.
Sejamos sinceros, não existe quem não tenha vivido algum tipo de ataque histérico. Estamos num tempo em que os surtos são mais frequentes que a sensatez de atitudes. Afinal, não somos perfeitos.
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