Pergunta capciosa que induz o leitor à exaltação do ego, no modelo de livros de autoajuda.
Com intuito de parecer normal, entrei no jogo da desnecessária reflexão. Acredito que nasci para "obedecer sem hesitar", pois tenho aptidão para organizar, analisar e, quem sabe, encontrar um modo de tornar o processo mais ágil.
E isto exige um estudo minucioso da situação, o que demanda tempo.
Não tenho aptidão em liderar ou mandar nos outros. Acho cansativo delegar, esperar que os outros façam o que eu mesmo poderia estar fazendo. Prefiro estar no lugar daquele que recebe instruções e o trabalho a ser desenvolvido. Há tempos abandonei a função de conselheiro, psicólogo de bairro, o sabichão do pedaço, pronto para orientar os que não desejam orientação. Boa parte das pessoas acreditam merecer o entediante lugar de liderança e, para tanto, não precisam de gurus ou bem intencionados.
Esquecemos da simplicidade, da habilidade em servir, obedecer, deixar-se guiar. Nos posicionamos diante da sociedade com a estranha coragem de sentir-se detentor de talentos diversos. E isso é grave, complicado!
Não há interesse em estudar, pesquisar, aprofundar.
A humanidade está cada vez mais versátil, às custas da repetição de fórmulas de sucesso instantâneo.