Após o comentário à crítica efusiva de um amigo inoportuno e ausente, com as suas conclusões até então inadmissíveis, fiz valer um poema, autêntico patuá guardado em minha memória. Acho que a vida deve ser assim: o tempo presente, com todas as frustrações, segundos de enlevo espiritual, plenitude. Não esperar que os outros entendam a dimensão de nossas desilusões, arrependimentos, querelas. Entender que ninguém poderá encontrar a medida do que ocorre em nosso mundo pessoal, subjetivo. Aceitar que não existe tecnologia que permita a transferência das emoções com lisura, correta intensidade.
Talvez por isso tantas pessoas lúcidas tenham seus arroubos de cólera expressos em palavras ora ofensivas, ora carregadas de confusão mental – uma verdadeira catarse, libertação moral e emotiva de tudo o que ficou latente em prol da boa educação que deve nortear cada gesto nesse conturbado mundo de loucos.
Sejamos sinceros, não existe quem não tenha vivido algum tipo de ataque histérico. Estamos num tempo em que os surtos são mais frequentes que a sensatez de atitudes. Afinal, não somos perfeitos.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Cansaço
Reféns da angústia, as palavras perdem o seu caráter reluzente. A força das frustrações endossa afirmações obscuras, punitivas, repugnantes. Nada do que faço me satisfaz. Meu corpo é a soma de todos os aborrecimentos, expectativas desfeitas, tolices, idiotices, insanidades. Falta-me a motivação indispensável para seguir adiante.
Parece que nada funciona. Robótico, automático, infeliz, tenho a sexta-feira como a fiel companheira, terapeuta digna de todo o meu ócio. A certeza de que, momentaneamente, tudo acabou... E tudo poderá recomeçar com alternativas mais construtivas.
Não tenho mais que apelar, tentar mudar o que se mostrou intermitente, sem possibilidade de novas respostas.
Preciso permitir que tudo fique para trás, sem que eu seja tão permissivo, emblemático, nocivo. Sem que haja necessidade de ressalvas ou subterfúgios.
Parece que nada funciona. Robótico, automático, infeliz, tenho a sexta-feira como a fiel companheira, terapeuta digna de todo o meu ócio. A certeza de que, momentaneamente, tudo acabou... E tudo poderá recomeçar com alternativas mais construtivas.
Não tenho mais que apelar, tentar mudar o que se mostrou intermitente, sem possibilidade de novas respostas.
Preciso permitir que tudo fique para trás, sem que eu seja tão permissivo, emblemático, nocivo. Sem que haja necessidade de ressalvas ou subterfúgios.
Assinar:
Postagens (Atom)
Herança
O abandono entra em cena como única alternativa para quem fica, mesmo que tivesse por intenção manter tudo em ordem. É o tal do direito que...
-
Solte o verbo, fale tudo. Não guarde para si. Exponha tudo o que fez. Esqueça que não se deve vangloriar em fazer o bem. Faça o bem e fale p...
-
Haiti. Uma cena chamou a minha atenção. Cidadãos invadem a área de distribuição de alimentos e só encontram caixas vazias. Uma busca desespe...
-
É quarta-feira...lá vem de novo dar uma voltinha no meio da tarde, zoar os colegas. Lembrar a todos que está de férias. Um dia talvez entend...