quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Autoconfiança

Todos os verbos em preto e branco agora conjugados no passado esvaziam-se na falta de importância...
A voz proclama com toda a força: vida nova!
Vislumbra-se um futuro de cores vivas, emoções sublimes que impelem à garra do recomeço. Acelera-se o rito do abandono de todas as coisas ruins que intoxicam a alma.
Por um momento me vejo livre de todas as amarras, de todas as mentes turvas, estreitas, desalentadas, mortas.
Quero ter a vida em minhas mãos, pleno de abundância, harmonia e fé.

sábado, 21 de agosto de 2010

Doce de abacaxi da Dona Ana

Abacaxi está entre as minhas frutas preferidas.
E o doce que a minha mãe faz também.
Segue a receita:
01 lata de creme de leite
02 caixas de gelatina (abacaxi)
05 copos de água
1/2 copo de açúcar
Cozinhar o abacaxi com a água e o açúcar. Ferver por 20 ou 30 minutos. Retirar do fogo. Dissolver a gelatina e colocar o creme de leite. Deixar esfriar. Levar à geladeira.

Muito bom mesmo! Tanto que resolvir publicar a receita.

A felicidade míope

Uma constatação: sempre precisamos que os outros digam o que precisamos fazer. Como se nos faltassem o discernimento e responsabilidade em admitir que também podemos fazer escolhas simples, idiotas, erradas sem que isto determine o nosso fracasso pessoal.
Ninguém ainda me disse, mas eu gosto de viver sem tanta tecnologia, sem tantas regras de etiqueta, sem ter aquele carro que os outros tanto sonham.
Não existe felicidade para quem gosta de comer, na beira da estrada, um cachorro-quente cheio de ketchup e maionese? É impossível dizer que está tudo bem quando tudo o que se quer é beber uma cerveja com os amigos?

Sinto em contrariar, mas compreendi que a felicidade pode ser nada mais que estar de bermudas e um par de chinelos.

Momentos

Mais uma vez a minha mãe estava balançando os galhos da árvore ao tentar alcançar uma apetitosa goiaba.
E então juntamos toda a família na colheita das frutas maduras para que, finalmente, o sábado pudesse começar a fazer sentido apesar do vento frio misturado ao sol radiante.

Tenho esse fato como o mais importante da última semana. Algo fugaz que ainda será lembrado em minha generosa velhice.

A influência de Júpiter

Alguém me perguntou se eu tinha visto um passarinho verde, tamanha a minha felicidade.
No horóscopo matutino poderia encontrar alguma explicação racional para a minha intensa vontade de viver em exuberância cada segundo que ainda me pertence.
Tenho encontrado novos sentidos para o que antes me aborrecia e causava um insuportável estresse. Estou encarando, com mais cautela e elegância, o desafio do cinismo e arrogância dos outros.
E isto me faz bem, sem que nenhum sentimento de revolta me obrigue a responder a qualquer provocação inútil, tosca.

domingo, 1 de agosto de 2010

Medo

...e então nos acostumamos tanto com o medo que já não sabemos definir o que é limitação auto-imposta e liberdade de escolha. O medo já é parte. Não saberíamos descrever o que somos sem considerá-lo apenas um aspecto da personalidade. Ao medo chamamos prudência. À ousadia chamamos falta de senso da realidade. E assim continuamos com a mesma coragem de um camundongo…

Herança

O abandono entra em cena como única alternativa para quem fica, mesmo que tivesse por intenção manter tudo em ordem.  É o tal do direito que...