Reféns da angústia, as palavras perdem o seu caráter reluzente. A força das frustrações endossa afirmações obscuras, punitivas, repugnantes. Nada do que faço me satisfaz. Meu corpo é a soma de todos os aborrecimentos, expectativas desfeitas, tolices, idiotices, insanidades. Falta-me a motivação indispensável para seguir adiante.
Parece que nada funciona. Robótico, automático, infeliz, tenho a sexta-feira como a fiel companheira, terapeuta digna de todo o meu ócio. A certeza de que, momentaneamente, tudo acabou... E tudo poderá recomeçar com alternativas mais construtivas.
Não tenho mais que apelar, tentar mudar o que se mostrou intermitente, sem possibilidade de novas respostas.
Preciso permitir que tudo fique para trás, sem que eu seja tão permissivo, emblemático, nocivo. Sem que haja necessidade de ressalvas ou subterfúgios.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
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