Não tem jeito. Para relaxar nos finais de semana, sempre procuro os cds de rock em minha prateleira.
Gosto de ser um apreciador ativo, daqueles que prestam sempre muita atenção ao ano de produção dos álbuns, à letras e tudo o que possa ser informativo nos encartes de cada banda de rock que eu ouço. Tento fazer uma conexão da obra aos acontecimentos daquele período. O que será que eles queriam dizer mesmo? Em que circunstância esta música foi divulgada?
Sem dúvida, O Rappa é o que melhor traduz as inquietações em que vivemos atualmente. Costumo dizer que O Rappa transforma a miséria em arte-denúncia. É isto o que eterniza uma banda. É este o legado que fica para as próximas gerações.
Mas tem outras tantas que aprecio com igual intensidade. Por que não falar do Skank, que está cada vez mais romântico, mais veemente. Incrível acompanhar o amadurecimento desta banda: quem ouve Gentil Loucura não acredita que é o mesmo Samuel Rosa cantarolando com a Negra Li em seu último cd.
Do passado, trago boas recordações da Legião Urbana. Insuperável, incisivo, profundo. E vem ainda os Engenheiros do Hawaii, os Titãs e o Capital Inicial que superaram o tempo, fazendo um rock cada vez mais contemporâneo, de qualidade incontestável.
Sou um discípulo do rock.
Antenado com todo esse jornal de informações dissecado em verdadeiras obras-primas.
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