sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Indecifrável

O corpo ocupa um espaço tridimensional, escondido na mente. Estou perdido tentando controlar os fatos. Sem artefatos, me prendo e me solto no abismo da ignorância. Quero o tudo que não tive, deixar o que encontrei, buscar outras saídas, enfrentar a sanha do medo. O que era fixo não tem fixidez, o que era flexível ocultava a mentira. Nada do que eu queira, digo ou declaro. Sou cíclico, tempero de elementos contrastantes, espírito, matéria, artéria, fogo que alastra e apaga. Não tenho esperanças, sonhos, ilusões, feitos, afetos, nem mesmo frustrações, equilíbrio e modéstia. Sou um mero observador de mim mesmo, à margem, pensante, distante.

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